Uma estrada duplicada significa mais segurança, menos acidentes e desenvolvimento para toda a região. Mas quando a obra atrasa por anos, quem sofre é o cidadão que enfrenta engarrafamentos, poeira e desvios perigosos todos os dias.
Por isso, o TCU fiscalizou as obras de duplicação da BR-230/PB, no trecho entre Campina Grande e Patos. O objetivo foi verificar se o DNIT executa a obra corretamente, com bom planejamento, respeito à lei e uso eficiente do dinheiro público. A fiscalização acompanhou um contrato de R$ 181,4 milhões.
A auditoria trouxe uma novidade importante: o TCU criou um projeto-piloto de participação social. O Tribunal ouviu cidadãos e os criadores do canal "Ôxente Paraíba", que acompanham a obra de perto.
Essas contribuições ajudaram o TCU a entender melhor os impactos da obra no dia a dia das pessoas, como os engarrafamentos, a poeira, os desvios precários e os atrasos. A participação da comunidade reforçou a importância da transparência e do diálogo entre o governo e a sociedade.
A fiscalização revelou vários problemas na condução da obra:
Superfaturamento: O DNIT usou um índice de reajuste errado nos serviços de pavimentação em concreto. Isso elevou o preço além do devido e gerou um gasto extra estimado em R$ 11,5 milhões.
Atrasos graves: A obra está muito atrasada. Mesmo após sete anos de contrato, o DNIT executou apenas cerca de 50% dos serviços.
Problemas ambientais: Um trecho da obra, entre Campina Grande e Farinha, ainda não tem licença ambiental válida. Por isso, a obra parou nesse ponto.
Erros no projeto técnico: O projeto apresenta falhas e omissões nos desenhos e nos cálculos.
Falta de planejamento: O cronograma não tem etapas claras de controle, e não existe garantia de recursos para terminar os serviços já iniciados.
O TCU propôs medidas concretas:
Quando o TCU fiscaliza obras públicas, o objetivo é garantir que cada real investido gere benefícios reais para a população. Com essa atuação, o TCU busca:
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